17 abril, 2017

Leituras

 






Li estes livros nos últimos 2 ou 3 meses. Um retrato do submundo financeiro global, princialmente finanças offshore - paraísos fiscais, empresas, fundações e trusts.

Estas leituras influenciaram radicalmente minha visão de mundo. A realidade é muito mais dura do que eu poderia imaginar. 

Ouvi o depoimento completo de Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro. Fica claro que toda a engenharia financeira da Lava a Jato é feita através dos paraísos fiscais. Vários políticos receberam os recursos em contas offshores.

Nos livros estão relatadas histórias do mundo inteiro. Como U$ 50 bilhões saem dos países Africanos por ano, com destino a paraísos fiscais.

A corrupção que sangra o nosso país passa por esse sistema. É o ferramental para corruptos e corruptores, através do segredo, da evasão de leis e de tributos, gerirem as fortunas desviadas.

Recomendo demais todos eles!








2 comentários:

  1. Muito bom bogle.

    Grandes corporações tem acesso as mais sofisticadas ferramentas de evasão.
    Mas não pense que a receita não sabe, muito pelo contrario a sonegação é feita com consentimento do fisco.
    Suborno aos ficais do governo e do alto escalão da receita.

    Neste sentido mora um viés de duplo sentido:
    A liberdade para um país cobrar taxas que quiser sobre gestão de fortunas sem que outros países influenciem nesta questão.

    Existe uma guerra aos paraísos fiscais por um simples objetivo:Arrecadar impostos.

    A desculpa conveniente por parte do governo é que se trata de justiça moral, evasão e sonegação,sendo que da para fazer regulação por meio de acordos bilaterais com a receita federal de ambos países.

    Existe um interesse em derrubar paraísos fiscais, para conter fuga de capitais.

    Obrigando investidor de grande somatória a investir no país de origem gerando receitas para governo local.

    Tome como exemplo boa parte do dinheiro que voltou ao país recentemente para ajudar diminuir déficit público.

    Todo este montante estava alocado em paraíso fiscais.

    O governo sabia exatamente aonde estava este dinheiro, apenas cobrou uma multa para regularizar capital e repatriar este dinheiro.

    Paraísos fiscais são usados para sonegação e evasão de divisas há séculos.

    Aqui mora um grande dilema moral:
    Quem regula o regulador?
    Toda evasão de grandes proporções envolvendo grandes corporações é feita por políticos + funcionários públicos da receita.

    Não há solução fácil para esta questão:
    Já que esta questão envolve um dilema moral.

    Nações tem direito de cobrar quanto eles quiserem em impostos.

    O governo tem de ter acordos bilaterais para combater evasão .

    Mas de nada adiante ter a ferramenta se quem comanda ferramenta é corrupto.

    Ai voltamos novamente no velho dilema moral " Quem regula o regulador" .






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  2. Exílios fiscais. Os burocratas que tanto pedem impostos da população, tanto a sacrificam, são também os que recorrem à defesa do roubo. Basta ver que o ex-ministro Joaquim Barbosa também tinha conta no Panamá Papers. Quando questionado, simplesmente disse: por razões fiscais e sucessórias. O pobre que se foda pagando imposto na vida e na morte.

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